QUANTO MAIOR O PROFETA, MAIOR A TRIBULAÇÃO

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“Deus não me matou no ventre materno nem fez da minha mãe o meu túmulo, e tampouco a deixou permanentemente grávida.

Por que saí do ventre materno? Só para ver dificuldades e tristezas, e terminar os meus dias na maior decepção?”

Jr 20.17, 18

QUANDO VIEREM AS GRANDES ONDAS

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“Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga! Feliz aquele que o SENHOR Deus não acusa de fazer coisas más e que não age com falsidade!

Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão.

Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados.

Por isso, nos momentos de angústia, todos os que são fiéis a ti devem orar. Assim, quando as grandes ondas de sofrimento vierem, não chegarão até eles.”

Sl 32.1-6

ÁGUAS II

Águas II

 

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Mesmo cercados por tanta água, grandes centros urbanos como Manaus dependem da água subterrânea para abastecer sua população. Pesquisadores alertam para o uso indevido desse recurso natural e das influências externas poluidoras que estão contaminando esses reservatórios naturais.

 

Duração: 00:23:50

Série: Nova Amazônia

Etapa de ensino: Geral

Ano de produção: 2013

Público-alvo: Público em geral

Faixa etária: 10-12

Área temática: Meio Ambiente

País de origem: Brasil

Áudio original: Áudio original

Produção: TV Cultura Amazonas

ÁGUAS I

Águas I

 Águas I

Esta edição explica a formação do rio Amazonas: especialistas e pesquisadores da área falam sobre as características geológicas, ecológicas e socioambiental. O programa revela ainda como os moradores de comunidades utilizam a água de forma consciente, a relação social das pessoas com o rio e seus comportamentos na visão da educação ambiental.

 

Duração: 00:26:39

Série: Nova Amazônia

Etapa de ensino: Geral

Ano de produção: 2013

Público-alvo: Público em geral

Faixa etária: 10-12

Área temática: Meio Ambiente

País de origem: Brasil

Áudio original: Áudio original

Produção: Tv Cultura Amazonas

NENHUMA LÍNGUA A MENOS

 Porções do Novo Testamento

na

Língua Kulina do Perú (mádija)

 

 Mulher Kulina. Foto Heine Herner, 1986.jpg

Mulher Kulina. Foto: Heine Herner, 1986

 

Leia o Novo Testamento na Língua Kulina

Estas porções no NT Kulina são trazidas a você por Liga Bíblica del Peru em parceria com Wycliffe Bible Translators

Leia e Ouça o Novo Testamento na Língua Kulina

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Este áudio bíblico é trazido a você por Faith Comes By Hearing ℗ 2016 Hosanna

 

Palavras de Vida na Língua Kulina

Histórias curtas da Bíblia em áudio, mensagens evangelísticas que podem incluir músicas e canções. Elas explicam o plano de salvação e fornecem o ensinamento cristão básico.

Palavras de Vida 1

Número do Programa: C04530

Duração do Programa: (57:49 min.)

 
1. A Criação e a Queda (3:36 min.)

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2. Noé (1:31 min.)

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3. Noé (3:37 min.)

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4. O Caminho da Paz (3:40 min.)

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5. Uma nova natureza (3:00 min.)

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6. O filho pródigo (3:31 min.)

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7. Os Dez Mandamentos (3:35 min.)

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8. Depois da morte, vem o quê? (3:07 min.)

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9. Morte e Ressurreição (3:26 min.)

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10. Você tem medo? (4:09 min.)

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11. A Ovelha Perdida (1:49 min.)

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12. A Ovelha Perdida (1:50 min.)

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13. O pecado do homem (3:14 min.)

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14. Jesus, o Poderoso (3:17 min.)

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15. O Novo Homem (3:15 min.)

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16. Um Mediador (3:27 min.)

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17. A Palavra de Deus (2:51 min.)

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18. A Palavra de Deus (0:42 min.)

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19. A Vida Vitoriosa (3:31 min.)

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20. Canção  (0:32 min.)

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Downloads

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Download da Lista de Reprodução do M3u

 

Menino Kulina. Foto Heiner Heine, 1986

Menino Kulina. Foto: Heiner Heine, 1986

Palavras de Vida 2

Número do Programa: C22180

Duração do Programa: 54:04 min.

 
1. Faixa 1 (27:04 min.)

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2. Faixa 2 (26:59 min.)

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Criança Kulina com mãe. Foto: Heine Herner, 1986.

Boas Novas na Língua Kulina

Lições bíblicas em 40 figuras, com um panorama bíblico audiovisual da Criação até Cristo, e estudos da Vida Cristã. Ideal para evangelismo e plantação de igreja.

Número do Programa: A65281

Duração do Programa: 48:35 min.

Boas Novas 1-20 – Kulina

Número do Programa: A65282

Duração do Programa: 39:43 min.

Boas Novas 21-40 – Kulina

Essas gravações são projetadas para evangelismo e ensino básico da Bíblia para trazer a mensagem do evangelho a pessoas que não são alfabetizadas ou são de culturas orais, particularmente grupos de pessoas não alcançadas.

Estas gravações são trazidas a você por Global Recordings Network – Copyright© 1967. Estas gravações podem ser copiadas livremente para uso no ministério pessoal ou local, desde que não sejam modificadas e não sejam vendidas ou empacotadas com outros produtos que são vendidos.

 

Homem Kulina. Extraindo látex. Foto Heine Herner, 1986..jpg

Homem Kulina. Extraindo látex. Foto: Heine Herner, 1986.

Recursos na Língua Kulina

Leia e Ouça o Novo Testamento no “Bible.is”

Leia o NT Kulina em PDF

Ir para o “visualizador online”

Baixe o NT Kulina em PDF

Baixe o módulo de telefone celular para MySword (Android)

Baixe o módulo de telefone celular para “GoBible” (Java)

Baixe o módulo de telefone celular para Android App

Baixe o NT Kulina para uso com o software de estudo bíblico “The Word”

Link para “Virtual Storehouse”: Compre o NT Kulina

Link para app Android: Google Play

Link para “Languages of Peru”: mapa

Link para “Languages of Brazil”: mapa

Link para “Global Recordings Network”

Assistir ao Vídeo de Lucas na Língua Kulina

Os Recursos na Língua Kulina são trazidos a você por Scripture Earth

Celebração pelo Novo Testamento Kulina (Español)

Povos Indígenas no Brasil

Introdução 

Vivendo nas margens dos rios Juruá e Purus, os Kulina destacam-se pelo vigor com que mantêm suas instituições culturais, entre elas a música e o xamanismo. Um exemplo disso é que, apesar do antigo contato com brancos e da proximidade de algumas aldeias com centros urbanos, não se tem conhecimento de nenhum Kulina vivendo fora de suas terras.

Fabricação de cesto com folha de palmeira. Foto Heine Heiner, 1986..jpg

Fabricação de cesto com folha de palmeira. Foto: Heine Heiner, 1986.

Nome e língua

Os Kulina são pertencentes à família lingüística Arawá e, até a chegada dos brancos, foram um dos grupos mais numerosos no estado do Acre e sul do Amazonas. Sua autodenominação é madija (pronuncia-se madirrá) que significa “os que são gente”, sendo os brancos tratados genericamente por cariás.

Os madija falam predominantemente a língua Kulina nas aldeias, inclusive as crianças, sendo quase todos os (raros) bilíngues do sexo masculino e mais velhos. Geralmente, são os que trabalharam na juventude para os patrões brancos nos seringais e na extração de madeira que têm mais conhecimento da língua portuguesa, embora nas aldeias próximas às cidades a necessidade de estabelecer relações com a sociedade envolvente esteja mudando essa realidade. Muitos jovens vêm preparando-se para atuar como professores indígenas, agentes agroflorestais e agentes de saúde, sobretudo a partir de 1970, com a implantação em Rio Branco do escritório da Funai e da atuação de organizações como a CPI (Comissão Pró-Índio) e o CIMI (Centro Indigenista Missionário).

Meninas kulina na aldeia de Envira. Foto Terri Vale de Aquino, 1982..jpg

Meninas kulina na aldeia de Envira. Foto: Terri Vale de Aquino, 1982.

O estilo linguístico feminino é marcadamente diferente do masculino: há oclusão de vogais, condensação de palavras inteiras, às vezes criando situações em que a simples tradução de um trecho de quatro ou cinco palavras torna-se tarefa complicada. Apenas os Madija entendem o que suas mulheres falam e, como há neologismos que variam de aldeia para aldeia, essa compreensão às vezes restringe-se ao próprio grupo local.

Alguns dos poucos falantes brancos da língua Kulina por mim consultados sobre o canto feminino, como os Luteranos e membros do CIMI, foram enfáticos em afirmar sua dificuldade de compreender, senão o significado, muitas vezes a própria palavra dita, reiterando a possibilidade da existência de um universo linguístico feminino peculiar. Elas praticam uma técnica particular no canto que consiste em, quando há um final de frase, pronunciar a última sílaba inspirando ar. Isso pode ser claramente observado no acento dado à conclusão das frases, características que eu apenas percebi no canto feminino e na sua duração. Tive a impressão de que cantavam ciclicamente, aspirando ar no final da frase para ganhar um pouco mais de fôlego.

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Escola Kulina. Foto: Eduardo viveiros de Castro,1978.

Localização e população

Grande parte da população Kulina encontra-se na fronteira do Brasil com o Peru. No Brasil vivem em aldeias às margens dos rios Juruá e Purus (Acre) e, em 2002, somavam em torno de 2.500 indivíduos segundo a OPAN (Ong Operação Amazônia Nativa). Já os Kulina do lado peruano somavam aproximadamente 500 pessoas em 1998 (SIL – Summer Institute of Linguistics).

Vivem em várias Terras Indígenas que compartilham com outros povos, como os Kaxinawa, Yaminawá e Ashaninka. Para mais informações sobre as terras Kulina veja ao lado em “Terras habitadas”.

Segundo dados da Funai obtidos em 2002, os Kulina do Acre totalizavam 1.737 indivíduos, distribuídos em 15 aldeias, sendo Canamari a de maior densidade, com 680 pessoas. No sul do Amazonas eram em torno de 800, distribuídos em 19 aldeias.

Casa na aldeia kulina de Santo Amaro. Foto Eduardo Viveiros de Castro, 1978.

Casa na aldeia kulina de Santo Amaro. Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1978.

Histórico do contato

Existe pouca informação histórica acerca desse grupo, principalmente no período que antecede ao final do século XIX. Até aquele momento os pioneiros na penetração dessa região eram basicamente coletores de drogas e eventuais caçadores que não tinham interesse ou recursos para realizar registros.

Como grandes afluentes do Amazonas, o Juruá e o Purus permitem navegação boa parte do ano, principalmente em seu baixo e médio curso. Os primeiros viajantes que os percorreram tiveram suas impressões limitadas à percepção que uma viagem de barco num rio oferece, principalmente da várzea. Para além dela viviam não só os Kulina, mas outros povos centrados no interior da floresta, que naqueles tempos raramente eram vistos.

Jupaú Samuel e Biari. Foto Roberto Zwetsch, 1984.

Jupaú Samuel e Biari. Foto: Roberto Zwetsch, 1984.

Essas primeiras expedições de coletores das “drogas do sertão” exploravam os índios por meio de relações comerciais em que recebiam dos nativos tartarugas, especiarias, óleos vegetais, madeiras de lei e sementes de cacau, dando em troca ferramentas, roupas, anzóis e outros produtos industrializados.

Em 1837, o inglês W. Chandless, para o Journal of the Royal Geographical Society produziu um relatório detalhado sobre a região, em que pela primeira vez aparecem referências a vários povos, entre eles os Kulina, também chamados corinos e kulinos.

Os primeiros contatos regulares dos Kulina com os cariás deram-se com os seringueiros no ciclo da borracha do final do século XIX, quando então viviam no interior da floresta. Em função das sangrentas “correrias”, assim chamadas as violentas incursões promovidas por seringueiros brasileiros e caucheiros peruanos, eles fugiram em direção às cabeceiras dos rios da região. Houve um duplo deslocamento provocado pela direção que caucheiros e seringueiros tomavam, não apenas dos Kulina como também de outras etnias em direção as cabeceiras dos rios em elas habitavam. Os primeiros vinham do Peru para a Amazônia e os segundos subiam os rios amazônicos em direção a Bolívia e ao Peru, no caso dos Kulina principalmente no Alto Purus e Juruá.

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Kulina do Posto Indígena Rio Gregório. Foto: Acervo Museu do Índio, 1928.

As dificuldades para o escoamento da produção em razão do difícil acesso prejudicaram a constituição de seringais nos trechos mais acidentados dos rios, principalmente quando a água fica mais rasa, criando condições para que os Kulina e outras etnias vivessem por algum tempo com menor interferência não indígena.

Após a implantação dos seringais evidencia-se a necessidade de mão-de-obra para alimentar a dinâmica do barracão: o perverso sistema de aviamento que permitia ao seringalista manter o seringueiro preso a dívidas impagáveis, contraídas para seu sustento, que seriam pagas com sua produção de borracha.

A promessa de riqueza fácil e abundante proporcionada pelo sonho da borracha estimulou a migração para essa área de nordestinos. Também se intensificam em todas as áreas as “correrias” que agora objetivavam a captura dos índios para o trabalho nos seringais. Com o passar do tempo, a própria necessidade de utensílios domésticos, armas, tecidos e as facilidades de contato nos barracões à beira dos rios termina por aproximar os Kulina e outras etnias na região dos brancos.

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Kulina e Kaxinawá. Foto: Walter Sass, 1984.

 Apenas em 1984, aliados aos Kaxinawá, realizaram a autodemarcação da Terra Indígena Alto Purus, que foi seguida de sua interdição pela Funai em 31/07/1987 para estudo e definição, sendo a demarcação oficial da datada de 05 de janeiro de 1996. Os Kulina, historicamente, assim como outras etnias, sobreviveram entre grupos hostis, fazendo da guerra a seus inimigos uma constante, mantendo ainda hoje relações jocosas com grupos da região, inclusive com seus vizinhos Kaxinawá, tratando-se essa aliança temporária uma estratégia diplomática pontual e necessária com o antigo rival.

Embora a situação jurídica de suas terras esteja regularizada, a pressão social provocada pela interação com fazendeiros e vizinhos, pelo confronto com caçadores e pescadores, além das frequentes invasões de sua área para a extração ilegal de madeira, demandam atenção permanente e estratégias preventivas no sentido de minimizar os impactos que essas interações causam e poderão causar.

Estes textos e imagens são trazidos a você por Povos Indígenas no Brasil

Saiba mais: https://pib.socioambiental.org/pt/povo/kulina/457

Kulina do Igarapé Medonho. Foto Heiner Heine, 1986.

Kulina do Igarapé Medonho. Foto: Heiner Heine, 1986.

 

Kulina: Uma língua do Brasil

ISO 639-3 Cul

Nomes alternativos: Corina, Kulina, Kuliná, Kulína, Madihá, Madija

Autodenominação: Madiha

População: 3.500 (2006, ISA). Total de usuários em todos os países: 3.900.

Localização: Acre e Amazonas: Rio Juruá e Purus.

Mapa da Língua: Centro-Oeste do Brasil; Peru

Status da linguagem: 6b (Ameaçado).

Classificação: Arauano

Dialetos: Mudanças menores do dialeto peruano.

Tipologia: SOV.

Uso da Língua: Ainda falado como L1 em ​​aldeias remotas, mas o português [por] está se tornando dominante em aldeias perto de cidades (Crevels, 2007).

Desenvolvimento da linguagem: Literatura. Gramática. Textos. NT: 2014.

Recursos de idiomas: Recursos da OLAC sobre Kulina

Escrevendo: Script latino [Latn] .

Outros comentários: Podem ainda haver alguns grupos isolados na fronteira Brasil-Peru.

Maloca no Posto Indígena Rio Gregório. Foto Acervo Museu do Índio, 1928..jpg

Maloca no Posto Indígena Rio Gregório. Foto: Acervo Museu do Índio, 1928.

 

Também falado no Peru

Nome da língua: Kulina

População: 400 (2002, J. Boyer), aumentando. Principalmente monolíngue. População étnica: 400.

Localização: Região Ucayali: perto da fronteira com o Brasil, os rios superiores Purus e Santa Rosa.

Nomes alternativos: Kollina, Kulina, Kulino, Kuliná, Kurina, Madiha, Madihá, Madija

Status: 5 (Desenvolvimento). Linguagem reconhecida (2011, Lei 29735, Preservação e Uso de Línguas Originais do Peru).

Uso da Língua: Vigoroso. Duas escolas bilíngues. Todas as crianças adquirem a linguagem (Crevels, 2007). Todas as idades. Alguns também usam o espanhol [spa] (Crevels, 2007).

Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização em L1: Mais de 50%. Taxa de alfabetização em L2: 1% -5%. Escola primária principalmente em espanhol [spa], um pouco em Kulina.

Outros comentários: Cristão.

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NENHUMA LÍNGUA A MENOS

O Novo Testamento

na

Língua Palikur do Brasil

 Uhokri Gannasan

 

 Mulher Palikur. Foto - Vincent Carelli, 1982

Mulher Palikur. Foto: Vincent Carelli, 1982

(Povos Indígenas no Brasil)

Esta edição para a Web do Novo Testamento na Língua Palikur é trazida a você por  Wycliffe Bible Translators, Inc. © 2014.

Recursos na Língua Palikur

Parte destes recursos é apresentanda a você por Scripture Earth

  1. Baixar o módulo de telefone celular para MySword (Android)
  2. Baixar o Novo Testamento (PDF)
  3. Baixar o Novo Testamento para uso com o software de estudo bíblico “The Word”
  4. Estudar o Novo Testamento Palikur no Bibles.org
  5. Ler o Novo Testamento Palikur no YouVersion.com
  6. Ler o Novo Testamento (PDF)
  7. Link para Ethnologue
  8. Link para Povos Indígenas no Brasil
  9. Link para Scripture Earth
  10. Link para Android app: Google Play Store
  11. Link para Global Recordings Network
  12. Link para Línguas da França, Guiana e Suriname: mapa
  13. Link para Línguas do Brazil: mapa

 

 Homem Palikur. Foto - Vincent Carelli, 1982

Homem Palikur. Foto: Vincent Carelli, 1982

(Povos Indígenas no Brasil)

 

Histórias Bíblicas, Mensagens, Canções e Músicas.

Este programa é trazido a você por Global Recordings Network. Histórias bíblicas curtas em áudio, mensagens evangelísticas que podem incluir canções e música. Explicam o plano da salvação e ensinam a base do Cristianismo. Nosso objetivo é que estas gravações sejam usadas na evangelização e em estudos bíblicos que levem a mensagem do Evangelho a pessoas iletradas ou que façam parte de uma cultura mais oral do que escrita, e em especial a grupos não alcançados.

Número do Programa: C06591

Nome do Idioma: Palikur

Duração do Programa: 15:11 min.

  1. Você tem medo? (3:52 min.)

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Leia o roteiro

  1. Os dois caminhos (3:42 min.)

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Leia o roteiro

  1. Criação (3:49 min.)

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Leia o roteiro

  1. Noé (3:47 min.)

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Leia o roteiro

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Esta gravação pode não satisfazer aos padrões de qualidade de áudio da GRN. Mas esperamos que o ouvinte valorize o fato de receber a mensagem no seu idioma e isto venha superar qualquer distração possível. Por favor, envie sua opinião sobre esta gravação.

Copyright © 1968 Global Recordings Network. Este registro pode ser copiado livremente para uso no ministério pessoal ou local, na condição de que não seja modificado, vendido ou vendido em conjunto com outros produtos que são vendidos.

Menina Palikur. Foto - Vincent Carelli, 1982

Menina Palikur. Foto: Vincent Carelli, 1982

(Povos Indígenas no Brasil)

 

Palikur, simplesmente “Índio”

Os Palikur, povo indígena falante de uma língua arawak, são uma das populações que há mais tempo vivem na região ao norte da foz do Amazonas. Sabe-se disso, porque, já na primeira década do século XVI, documentos de viajantes europeus relatavam a presença de uma numerosa sociedade indígena chamada Paricura, localizada na foz de um grande “mar de águas doces”. Esta história antiga significa também que os Palikur estão há tempos em contato com os não índios. Fato este que não se deu sem traumas, pois, até meados do século XX, custou-lhes muitas vidas e a diminuição radical de sua população. Na documentação histórica e em suas narrativas orais, os Palikur são descritos como bravos guerreiros e navegadores, qualidades que, por certo, os ajudaram a sobreviver e estar hoje aqui presentes numa situação de crescente aumento populacional.

Cumunidade Palikur da Aldeia Kumenê. Foto - Vincent Carelli, 1982.jpg

Comunidade Palikur da Aldeia Kumenê. Foto: Vincent Carelli, 1982

(Povos Indígenas no Brasil)

  

Nome

Em 24 de março de 1513, o viajante espanhol Vicente Yáñez Pinzon declara que “[…] a província dos Paricura se encontra imediatamente a noroeste do Mar doce, ou seja, do Amazonas.” (J.C. da Silva, 1981: §1637), seu companheiro de viagem, Manuel de Valdovinos estende ainda a denominação de Paricura para o rio Amazonas (J.C. da Silva, 1981: §1638). Após esta primeira menção, os índios atualmente conhecidos como Palikur foram diversas vezes citados em relatos e mapas de viajantes, documentos administrativos e etnográficos por uma miríade de corruptelas do mesmo nome, como: Paricuria, Paricura, Paricuras, Paricores, Palincur(s), Palicur, Palicours, Paricur, Pariucur, Parikurene, Parikuyen, Paricoros, Paricurarez, Parikur, Palicou-enne, Parincur-Iéne, Palikur, Pa’ikwene, Parikwene etc. (T.Hartmann,1984; D.Gallois,1986; entre outros).

Como numa brincadeira de telefone sem fio, o termo foi sofrendo transformações. O vocábulo que deu origem a estas transformações pode ter sido Parikwene, que, como explicam os Palikur, significa simplesmente “índio”, podendo ser aplicado a qualquer membro de uma etnia indígena. Hoje, cada lado da fronteira adota como etnônimo um termo distinto. Assim, por considerarem ‘Palikur’ uma palavra imposta pelos agentes do contato, os Palikur da Guiana francesa mais envolvidos no movimento indígena preferem autodenominar-se pelo vocábulo Parikwene. Já no Brasil, o nome adotado é ‘Palikur’, que é visto como um modo mais específico de autodesignação, ao passo que Parikwene é usado em seu conteúdo semântico ‘índio’ como um modo mais genérico de referência.

Habitação palikur à beira do Rio Urukauá. Foto - Simone Dreyfus, 1978.jpg

Habitação Palikur à beira do Rio Urukauá. Foto: Simone Dreyfus, 1978

(Povos Indígenas no Brasil)

  

Língua

Os Palikur falam o parikwaki, uma língua pertencente à sub-família Maipure filiada à grande família linguística Arawak. Na região, as outras línguas faladas são: o português; o francês; o créole, proveniente do francês, língua forjada na rede de relações socioeconômicas que interligava colonos franceses, escravos de origem africana e os índios da região; a língua Kaliña da família linguística Karib, falada pelos Galibi do Oiapoque; e o patoá, uma variação do créole que, por processos diferentes, foi adotada pelos Karipuna e Galibi-Marworno como língua indígena diferenciada.

A maioria dos homens Palikur, jovens e adultos, e algumas mulheres também falam o patoá, língua franca nesta região, mas restringem seu uso às relações comerciais, políticas e sociais experimentadas fora das aldeias ou, eventualmente, no contato com algum visitante que fale esta língua. Parte dos homens adultos fala o português, aprendido nas transações comerciais, nas relações de trabalho e nos poucos anos de escola frequentada. Mas esta língua é cada vez mais falada entre os jovens (homens e mulheres) por conta, sobretudo, da escolarização. Na Guiana francesa, a segunda língua é o créole, que vem disputando acirradamente espaço com o parikwaki.

A inserção do francês e do português nos dois contextos não pode ser desvinculada dos processos de escolarização. A língua francesa é fortemente impulsionada pela escola, nela não existe ensino diferenciado, apenas algumas experiências de introdução de monitores bilíngues (O. Lescure, 2005), diferentemente do Brasil que possui professores indígenas e introduziu o ensino bilíngue nos primeiros anos de alfabetização.

O processo de escolarização dos Palikur na Guiana e no Brasil segue, pelo menos, até o segundo grau. Mas são poucos os jovens que levam este processo até o fim do ensino médio e menos ainda aqueles que seguem até a faculdade. Contudo, mais recentemente, vem se observando no Brasil um crescimento no número de estudantes palikur que frequentam e concluem o terceiro grau. Isto se dá por conta de um acesso mais facilitado à universidade, por meio de cursos modulares realizados na cidade de Oiapoque, geograficamente mais próxima da área indígena, e pelo investimento das famílias (pais e cônjuges) no processo de formação educacional como um meio eficaz para entender e dominar o sistema político-econômico brasileiro.

Mulher palikur trafega em balsa na época das chuvas (Aldeia Flecha). Foto - Nello Rufaldi, 1980.jpg

Mulher Palikur trafega em balsa na época das chuvas (Aldeia Flecha). Foto: Nello Rufaldi, 1980 

(Povos Indígenas no Brasil)

  

Localização

Os Palikur estão divididos entre os dois lados da fronteira Brasil/ Guiana Francesa. Em território brasileiro, estão localizados no extremo norte do Estado do Amapá, no perímetro do município de Oiapoque, na região da bacia do Uaçá, um tributário do baixo rio Oiapoque. São os habitantes mais antigos dentre as populações indígenas que atualmente vivem nesta região que, segundo dados arqueológicos e fontes históricas, até a invasão europeia, foi amplamente ocupada por populações Arawak. Hoje em dia, os Palikur são os únicos representantes dessa ocupação.

As aldeias no Brasil distribuem-se ao longo do rio Urukauá, afluente da margem esquerda do rio Uaçá. Seguindo o rio de sua cabeceira até próximo ao curso médio, observa-se uma vegetação de terra firme, mas, a partir deste ponto, em direção à foz, a vegetação muda e é tomada por campos que se mantêm alagados no inverno ou período de chuvas e, no verão, secam. Esses campos são entrecortados por tesos, nos quais estão localizadas as aldeias (ou paytwempu). Estas são treze, formadas seja por uma única família nuclear (pai, mãe e filhos), por um grupo doméstico (composto por um sogro, seus filhos (as) solteiros, suas filhas casadas e eventualmente seus filhos casados), ou pela reunião de vários grupos domésticos.

Seguindo da cabeceira em direção à jusante do Urukauá, a primeira aldeia palikur avistada é Ywawka. Com cerca de sessenta habitantes, esta aldeia é relativamente recente em relação às outras, foi criada em 1998 e instalada na beira da estrada BR-156 com a finalidade principal de proteger a área indígena de possíveis invasões. Depois dela, seguindo rumo à foz do Urukauá e passando a área de Terra Firme, temos na margem esquerda: o Yanawa, que tem a população diminuta de sete pessoas, pertencentes a uma única família nuclear. Depois, em sequência, estão as aldeias de Kamuyrwa, com aproximadamente oitenta pessoas, e Pwaytyaket, com cerca de setenta habitantes, ambas compostas por mais de três grupos domésticos. Mais abaixo do rio fica a grande aldeia de Kumenê, com aproximadamente seiscentos e setenta habitantes (Funai- ADR/Oiapoque, 2003).

Mãe e filhos na Aldeia Kumenê. Foto - Artionka Capiberibe, 1996.jpg

Mãe e filhos na Aldeia Kumenê. Foto: Artionka Capiberibe, 1996

(Povos Indígenas no Brasil)

 

Colada a ela, existe a pequena ilha de Tarukepti, habitada por quatorze pessoas. Ao lado de Tarukepti, está a aldeia de Amomni, com cinquenta e três habitantes. Mais abaixo fica a última aldeia palikur da margem esquerda, Isuwvinwa, também chamada de aldeia Urubu em português, com pouco mais de vinte pessoas. Na margem direita do rio Urukauá há: a aldeia de Kwikvit, que fica quase em frente a Pwaytyaket, e é habitada por cerca de quarenta pessoas, pertencentes a um único grupo doméstico. Logo em frente ao Amomni ficam as aldeias de Mawihri, que é também formada por um único grupo doméstico e tem cerca de quarenta habitantes, e a minúscula aldeia de Mbadgewni, habitada por nove pessoas. Irimwewni é a última aldeia palikur da margem direita, conhecida em português como Tauary, tem cerca de cinquenta habitantes. A última aldeia descendo o rio Urukauá é Flecha, formada principalmente por índios Galibi-Marworno, ela fica localizada quase na foz do rio, próximo à confluência do Urukauá com o Uaçá.

Na Guiana francesa, os Palikur compõem núcleos populacionais e/ou bairros indígenas em pelo menos quatro localidades diferentes: na cidade fronteiriça de Saint-Georges, nos municípios de Régina e de Roura, e em Macouria, cidade do entorno de Caiena, capital da Guiana francesa. Na região francesa do baixo Oiapoque os núcleos de população palikur mais importantes são: Village Espérance, Gabaret e Trois Palétuviers. A cerca de 20 Km de Caiena, encontra-se a aldeia palikur de Kamuyene, também conhecida pelo nome da cidade mais próxima, Macouria, está localizada à margem da Route Nationale 1 (RN1), próximo à costa da Guiana e tem aproximadamente duzentos habitantes. Entre Saint-Georges e Caiena, há dois núcleos populacionais palikur, um na Montanha Favard, dentro do perímetro da cidade de Roura, com cerca de 150 pessoas, e outro, conhecido como Wayam, na entrada da cidade de Régina, com cerca de trinta habitantes (F. Ouhoud-Renoux, 2000: 97).

Na Guiana francesa o gerenciamento das terras é bastante diferente do Brasil, o Estado francês criou as zones de droit d’usage (ZDU) “Zonas de direito de uso”, reconhecendo às “comunidades de habitantes que tiram sua subsistência da floresta” o “direito de uso coletivo sobre os espaços que ocupam para a prática da caça, da pesca e, de uma maneira geral, para o exercício de toda atividade necessária à subsistência dessas comunidades” (Decreto no. 87-267 de 14 de abril de 1987, apud. G. Collomb, 2005:19 – tradução minha). No entanto, de acordo com Collomb (2005: 19), esse decreto não assegura um reconhecimento jurídico da posse das terras pelos índios, pois é temporário, revogável e sua aplicação só pode ser feita se houver um acordo entre as comunidades e a cidade onde se localizam, o que no mais das vezes, não ocorre. No caso Palikur, apenas três comunidades se beneficiam das ZDU: Montanha Favard, Kamuyene e Wayam (A. Capiberibe & al., 2009: 36).

 (Saiba mais)

 

 Palikur. Fotos - Vincent Carelli, 1982

Jovem Palikur. Foto: Vincent Carelli, 1982

(Povos Indígenas no Brasil)

  

Palikúr: uma língua do Brasil

Palikur: ISO 639-3: plu

Estes dados são trazidos a você por Ethnologue Languages of the World

Nomes alternativos: Paikwene, Palicur, Palijur, Palikour, Palincur, Paricores, Paricuría, Parikurene, Parinkur-lene

Autodenominação: Pa’ikwaki

População: 1.290 (Iepe, 2010). Total de usuários em todos os países: 1.540.

Localização: Estado do Amapá: município de Oiapoque, Terra Indígena Uaçá I e II, em 10 povoados; Urucauá, afluente da margem direita do Uaçá entre os rios Uaçá e Curipi.

Mapas da Língua: Nordeste do Brasil; Guiana Francesa e Suriname

Status da linguagem: 5 (Desenvolvimento).

Classificação: Maipurean, Norte, Leste, Palikur

Uso da Língua: Forte vitalidade. Muitos também usam Karipuna Crioule Francês [kmv] (Crevels, 2007). Utilizam também o português [por] , especialmente a maioria dos jovens educados (Crevels, 2007).

Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização em L2: 25%. Dicionário. NT: 1982-2014.

Escrevendo: Alfabeto latino [Latn] .

 

Também falado na Guiana Francesa

Nome do idioma: Palikúr

População: 250 (Queixalos, 2000). Não monolíngues. População étnica: 500.

Localização: Distrito de Cayenne: Costa central e baixo rio Oyapock.

Nomes alternativos: Pa’ikwaki, Palicur, Palikour

Status: 5 (Desenvolvimento).

Aldeia Kumenê. Foto - Artionka Capiberibe, 1996.jpg

Mãe e filho. Aldeia Kumenê. Foto: Artionka Capiberibe, 1996

(Povos Indígenas no Brasil)

  

Arquivos Abertos de Línguas – OLAC

Palikur: ISO 639-3: plu

Textos primários

  1. Le chamane et son frere (Ihamwi gikak gisamwi).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2016. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_ihamwi
  2. Le chamane et son frere (Ihamwi gikak gisamwi).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2010. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_ihamwi_sound
  3. Inaman l’esprit de la forêt.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2011. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_inaman
  4. Inaman l’esprit de la forêt.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2010. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_inaman_sound
  5. Karumayra le chamane.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2011. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_karumayra
  6. Karumayra le chamane.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2010. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_karumayra_sound
  7. Histoire de la veuve (Madankuno).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2011. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_madankuno
  8. Histoire de la veuve (Madankuno).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2010. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_madankuno_sound
  9. Mahukatye l’homme sans jambes.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2011. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_mahukatye
  10. Mahukatye l’homme sans jambes.Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2010. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique.oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_mahukatye_sound
  11. Le beau-frere et la belle-soeur (Isanwit gihayo).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2011. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_marivoka
  12. Le beau-frere et la belle-soeur (Isanwit gihayo).Launey, Michel (depositor); Launey, Michel (researcher); Antonio os Santos dit “wet” (speaker). 2015. Centre d’Etudes des Langues Indigènes d’Amérique. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-mla_marivoka_sound

Recursos lexicais

  1. Crúbadán language data for Palikúr.Kevin Scannell. 2015. The Crúbadán Project. oai:crubadan.org:plu
  2. Yuwit kawihka dicionário Palikúr – Português.Green, Diana (compiler); Green, Harold G. (compiler). 1998. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:17061

Descrições da língua

  1. Glottolog 2.7 Resources for Palikúr.n.a. 2016. Max Planck Institute for the Science of Human History. oai:glottolog.org:pali1279
  2. phoible Online. phonemic inventories for Palikur. n.a. 2014. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:phoible.org:plu
  3. sails Online. Resources for Palikúr. n.a. 2013. Max Planck Institute for the Science of Human History. oai:sails.clld.org:plu
  4. Aspectos verbais e categorias discursivas da língua palikur.Dooley, Robert A.; Green, Harold G. 1977. Série Lingüística. oai:sil.org:16953
  5. Arawakan (Brazil) morphosyntax.Derbyshire, Desmond C. 1982. Work Papers of the Summer Institute of Linguistics, University of North Dakota Session. oai:sil.org:40085
  6. wals Online. Resources for Palikur. n.a. 2013. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:wals.info:plk

Outros recursos sobre a língua

  1. Surface Structure of Palikur Grammar.Green, Harold; Green, Diana. 1972. WALS Online.  RefDB. oai:refdb.wals.info:2368
  2. Noun Classification Systems of Amazonian Languages.Derbyshire, Desmond C.; Payne, Doris L. 1990. Amazonian Linguistics, Studies in Lowland South American Languages.oai:refdb.wals.info:4073
  3. Comparative survey of morphology and syntax in Brazilian Arawakan.Derbyshire, Desmond C. 1986. Handbook of Amazonian languages 1. oai:refdb.wals.info:4624
  4. Compound propositions and surface structure sentences in Palikur (Arawakan).Green, Harold G.; Wise, Mary Ruth. 1971. Lingua. oai:sil.org:30204
  5. O sistema numérico da língua Palikúr.Green, Diana. 1994. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Antropologia. oai:sil.org:2308
  6. Palikúr numerals.Green, Diana. 1994. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:1223
  7. A report on the creoles of Amapá.Anonby, Stan. 2007. SIL Electronic Survey Reports 2007-020. oai:sil.org:9041
  8. Você pode ler e escrever na língua Palikúr: Gramática sucinta da língua palikúr.Green, Diana; Green, Harold G. 1997. Sociedade Internacional de Linguística. oai:sil.org:3045
  9. Kaig adahan muwokweki akak kamukri.Iaparrá, Moisés; Espírito Santo, Daví; Iôiô, Alfonso. 1992. SIL, Fundação Nacional do Índio. oai:sil.org:48049
  10. Question words in Palikur, or Why do I get such dumb answers?.Green, Diana; Green, Harold G. 1975. Notes on Translation. oai:sil.org:7650
  11. Palikur and the typology of classifiers.Aikhenvald, Alexandra Y.; Green, Diana. 1998. Anthropological Linguistics. oai:sil.org:3557
  12. Usos da fala direta no discurso Palikur.Green, Diana. 1979. Arquivos de Anatomia e Antropologia. oai:sil.org:3270
  13. Introduction to question words in Palikur.Crofts, Marjorie. 1975. Notes on Translation. oai:sil.org:7471
  14. Palikúr Calendar 1989.a. 1989. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:51573
  15. Palik?r: a language of Brazil.n.a. 2013. SIL International. oai:ethnologue.com:plu
  16. Voce pode leer e escrever na lingua palikur: Gramatica sucinta da lingua palikur.Green, Diana; Green, Harold. 1997. Sociedade Internacional de Linguistica. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_plu_book-2

Outros Recursos na Língua

  1. Documentation of the Palikur (Arawak) Language.Elissandra Barros da Silva (depositor); Endangered Languages Documentation Programme (sponsor). n.d. Endangered Languages Archive. oai:elar.soas.ac.uk:0374

Outros nomes conhecidos e nomes dialetais: Paikwene, Palicur, Palijur, Palikour, Palincur, Paricores, Paricuria, Parikurene, Parinkur-lene

Fonte: http://www.language-archives.org/language.php/plu

Atualizado: Sábado, 01 de abril de 2017 03:26:42 EDT

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NENHUMA LÍNGUA A MENOS

O Filme Jesus

na

Língua Parakanã

Mãe e filho Parakanã na TI Apiterewa. Foto - Carlos Fausto, 1988.

Mãe e filho Parakanã na TI Apiterewa. Foto: Carlos Fausto, 1988.

   

Assista ao Filme Jesus na Língua Parakanã

Este vídeo é trazido a você por Jesus Film Project

 

Introdução

Os Parakanã são habitantes tradicionais do interflúvio Pacajá-Tocantins. Falam uma língua tupi-guarani pertencente ao mesmo subconjunto do Tapirapé, Avá (Canoeiro), Asurini e Suruí do Tocantins, Guajajara e Tembé. São tipicamente índios de terra firme, não canoeiros, e exímios caçadores de mamíferos terrestres. Praticam uma horticultura de coivara pouco diversificada, tendo como cultivar básico a mandioca amarga.

 

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Aprendendo a manejar arma de fogo. Foto: Yves Billon, 1971.

 

Dividem-se em dois grandes blocos populacionais, Oriental e Ocidental, que se originaram de uma cisão ocorrida em finais do século XIX. Os orientais foram reduzidos à administração estatal em 1971, durante a construção da Transamazônica; os grupos ocidentais foram contatados em diversos episódios e localidades entre 1976 e 1984.

 

Identificação e localização

Os Parakanã Orientais e Ocidentais somavam aproximadamente 900 indivíduos em 2004. Vivem em duas áreas indígenas diferentes, divisão que não corresponde a dos blocos oriental e ocidental. A primeira área, denominada Terra Indígena (TI) Parakanã, localiza-se na bacia do Tocantins, municípios de Repartimento, Jacundá e Itupiranga, no Pará. Com uma extensão de 351 mil hectares, encontra-se demarcada e com sua situação jurídica regularizada. Desde 1980, recebe a assistência do “Programa Parakanã”, fruto de um convênio entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Eletronorte.

 

Festa das tabocas no Igarapé Bom Jardim. Foto - Carlos Fausto, 1988.

Festa das tabocas no Igarapé Bom Jardim. Foto: Carlos Fausto, 1988.

 

Sua população era de cerca de 600 pessoas (2004), distribuída em cinco aldeamentos diferentes, dos quais três pertencem aos Parakanã Orientais (Paranatinga, Paranowa’ona e Ita’yngo’a) e dois aos Ocidentais (Maroxewara e Inaxy’anga). Nessa TI, os Orientais são numericamente dominantes, representando cerca de dois terços da população.

 

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Habitação no Igarapé Lontra. Foto: Antônio Carlos Magalhães, 1975.

 

A segunda área, denominada TI Apyterewa, localiza-se na bacia do Xingu, nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, também no Pará. Com 981 mil hectares, foi declarada de posse permanente dos Parakanã em 1992, porém a portaria do Ministério da Justiça que a garantia fora revogada, e a terra identificada pela Funai reduzida, de seu tamanho original, para 773 mil hectares.

 

Habitações no Igarapé Bom Jardim. Foto - Carlos Fausto, 1988.

Habitações no Igarapé Bom Jardim. Foto: Carlos Fausto, 1988.

 

Uma nova portaria do Ministério da Justiça foi assinada em 21/09/2004. Mas a área encontra-se, hoje, bastante invadida por madeireiros, fazendeiros, colonos e garimpeiros. Assistida pela Administração Regional de Altamira (Funai), contava em fins de 2003 com uma população de 314 pessoas, segundo a Funasa, vivendo em duas aldeias (Apyterewa e Xingu). Todos os seus habitantes são oriundos do bloco ocidental e foram contatados entre 1983 e 1984.

 

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Interior de uma casa na TI Parakanã. Foto: Antônio Carlos Magalhães, 1975.

 

O termo ‘parakanã’ não corresponde a uma autodenominação. Os Parakanã se dizem awaeté, ‘gente (humanos) de verdade’, em oposição a akwawa, categoria genérica para estrangeiros. Segundo Nimuendaju (1948a), o termo pelo qual são conhecidos entrou no léxico indigenista no início do século XX por meio dos Arara-Pariri, grupo de língua karib que teria sido obrigado a abandonar seu território no alto rio Iriuaná, afluente de margem esquerda do rio Pacajá, em virtude de repetidos ataques de um grupo a quem denominava por esse termo.

 

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Pacificação no Igarapé Lontra. Foto: Yves Billon, 1971.

 

Parakanã, desde então, passou a designar uma “tribo desconhecida de índios selvagens” habitando as cabeceiras dos afluentes da margem esquerda do Tocantins. Outras denominações, entretanto, são reconhecidas e atribuídas aos Parakanã. Os Xikrin do Bacajá os nomeiam de Akokakore, enquanto os Araweté os identificam como Auim, ou seja: inimigo, e ainda Iriwä pepa yã (senhores das penas de urubu), ou, mais pejorativo, Iriwa ã (comedores de penas de urubu).

 

Parakanã no Igarapé Bom Jardim - TI Apiterewa. Foto - Carlos Fausto, 1988.

Parakanã no Igarapé Bom Jardim, TI Apiterewa. Foto: Carlos Fausto, 1988.

 

Teriam sido avistados pela primeira vez em 1910 no rio Pacajá, acima da cidade de Portel, e identificados como os índios que, na década de 1920, surgiam entre a cidade de Alcobaça e o baixo curso do rio Pucuruí para saquear colonos e trabalhadores da Estrada de Ferro do Tocantins. Foi no início do século XX, portanto, que começaram a aparecer as primeiras informações sobre índios que viriam a ser conhecidos como Parakanã; designação que, então, incluía os Asurini, grupo de mesma língua que também pilhava moradores na região. A partir da década de 1970, os Ocidentais ultrapassaram o limite oeste desse território, vindo a habitar a região das cabeceiras do rio Bacajá e Bom Jardim, afluentes do médio curso do rio Xingu.

 

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Parakanã no Igarapé Bom Jardim. Foto: Carlos Fausto, 1988.

 

A cisão: ocidentais e orientais

Um conflito em torno da posse de uma das mulheres raptadas levou os Parakanã a dividirem-se em dois grandes ramos. O conflito eclodiu nos anos 1890, durante uma expedição para procurar inimigos na margem esquerda do rio Pucuruí, deixando um saldo de dois mortos. Após esse evento, formaram-se dois blocos distintos: os Orientais assentaram-se no alto curso dos rios Pucuruí, Bacuri e rio da Direita; enquanto os Ocidentais rumaram para noroeste, estabelecendo-se, provavelmente, entre os rios Jacaré e Pacajazinho-Arataú (formadores de margem direita do Pacajá). Não é fácil determinar a localização precisa destes últimos, pois, ao contrário dos primeiros, nenhuma de suas aldeias atuais se situa no território que ocuparam entre o final do século XIX e os anos 1960. Logo após o conflito, os Ocidentais voltaram a buscar contato com seus parentes, primeiro pacificamente, mas depois matando mais um homem adulto nas proximidades da aldeia. A cisão tornou-se, então, irreversível.

 

Parakanã no Igarapé Lontra. Foto - Alfredo Cabral, 1972..jpg

Parakanã no Igarapé Lontra. Foto: Alfredo Cabral, 1972.

 

Os Ocidentais expandiram os períodos de suas andanças pelo interior da floresta, abandonaram progressivamente a horticultura, intensificaram a atividade guerreira e os contatos com a população regional. Já os Orientais, que se mantiveram coesos até o contato definitivo em 1971, adotaram um padrão mais sedentário, mais retraído em relação ao exterior, com uma postura mais defensiva do que ofensiva, e um certo grau de centralização política.

 

Parakanã no Igarapé Lontra. Foto - René Fuerst, 1972.

Parakanã no Igarapé Lontra. Foto: René Fuerst, 1972.

 

Os dois blocos diferenciavam-se não apenas nas estratégias de subsistência, mas também nos mecanismos sociológicos de produção e reprodução do grupo: de um lado os Ocidentais com abertura para guerra, descentralização política, morfologia social não diferenciada, poligamia generalizada; de outro os Orientais com isolamento, centralização, morfologia dualista, poligamia restrita. Enquanto os Ocidentais ampliavam sua zona de atuação, desferindo seguidos ataques contra novos inimigos, raptando várias mulheres e tomando bens, os Orientais isolavam-se e defendiam-se das intrusões em seu território.

Parakanã: uma língua do Brasil

ISO 639-3 Pak

Nomes alternativos: Awaeté, Parakanân, Parocana

População: 900 (Fausto, 1995). População étnica: 900 (2004, ISA).

Localização: Estado do Pará: baixo rio Xingú, nas proximidades de São Félix e Altamira.

Mapa da Língua: Brasil Central

Status da linguagem: 5 (Desenvolvimento).

Classificação: Tupian, Tupí-Guaraní, Tenetehara, Akwawa

Dialetos: Nenhum conhecido. Parte do subgrupo Akwáwa.

Uso da Língua: Vigoroso.

Escrevendo: Escrita latina [Latn] , em desenvolvimento.

 

Recursos dos Arquivos Abertos de Línguas – OLAC

Descrições de idioma

  1. Glottolog 2.7 Resources for Parakanã.n.a. 2016. Max Planck Institute for the Science of Human History. oai:glottolog.org:para1312
  2. PHOIBLE Online phonemic inventories for Parakana.n.a. 2014. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:phoible.org:pak

 

Outros recursos sobre o idioma

  1. Parakana: a language of Brazil.n.a. 2013. SIL International. oai:ethnologue.com:pak

 

Outros nomes conhecidos e nomes de dialetos: Awaeté, Parakanân, Parocana

 

Fonte: http://www.language-archives.org/language.php/pak

Atualizado em: Fri Mar 17 0:13:47 EDT 2017

 

Saiba mais:

Link para Ethnologue: https://www.ethnologue.com/language/pak

Link para Jesus Film Project: http://www.jesusfilm.org/watch/jesus.html/parakana

Link para Povos Indígenas do Brasil: https://pib.socioambiental.org/pt/povo/parakana

 

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